EDIÇÃO 122

Sempre “antenada” com o mundo da videoprodução, Zoom Magazine traz seções que versam sobre vários temas deste segmento. Um exemplo é Panorâmica, que explica a famosa “escala de planos”, que procura instituir uma linguagem coesa para os profissionais da área. Lançar mão desse procedimento pode fazer toda diferença no resultado final do produto. Por Trás da Cena revela os bastidores do primeiro longa-metragem do roteirista Paulo Halm, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos.

 
 
DESTAQUE - 4
 
     
 

SAINDO DO PAPEL

 
     
 
Por Tiaraju Aronovich
 
     
 
Elaborado o roteiro, é hora de começar a dar vida ao nosso projeto
 
     

 

Como transformar um roteiro em um filme “de fato”? Como vender uma história ou fazê-la chegar às mãos corretas? E ainda: como selecionar uma equipe e encarar a realização de um projeto próprio? Calma, há respostas para tudo... Precisamos percorrer várias etapas para assegurar a qualidade do projeto e inseri-lo no mercado. Vamos a elas?

PROTEJA SUA OBRA!
Antes de anunciar aos quatro ventos o quão genial é seu roteiro e sair distribuindo cópias para os amigos e conhecidos, proteja sua obra! Um bom roteiro é valioso e pode facilmente ser roubado ou plagiado, se não for protegido! Em pólos cinematográficos como Hollywood, plágio e roubo de ideias são verdadeiras paranoias para os escritores. E com razão! Onde há fumaça, há fogo – e muitas idéias foram roubadas ou plagiadas para, depois renderem fortunas aos usurpadores! Mesmo no Brasil, onde a indústria é radicalmente menor, é possível constatar tristes casos de plágio.
Recentemente, entrevistando um dramaturgo consagrado para um programa de TV – mantenho seu nome em sigilo para preservar sua privacidade – soube que uma de suas peças fora plagiada e transformada em telenovela, sem que o autor recebesse um tostão por isso!
Portanto, nunca é demais se prevenir. Nos EUA e na Europa não é raro um produtor ser obrigado a assinar um “termo de confidencialidade”, antes de ser autorizado a ler um roteiro! Mas, afinal, quais são as formas de “proteger” sua propriedade intelectual, ou melhor, registrar um roteiro? No Brasil, o registro de obras literárias (incluindo roteiros) é realizado junto à Biblioteca Nacional, com sede no Rio de Janeiro. Em São Paulo, há uma representação da Biblioteca Nacional na FUNARTE, na Alameda Nothmann (Barra Funda), onde os registros também podem ser efetuados pessoalmente. Autores de outros estados e cidades devem consultar o site da Biblioteca Nacional (www.bn.br) e localizar, na sessão “serviços a profissionais”, o “Escritório de Direitos Autorais”, responsável por este trâmite.
Feito isso, o autor preenche alguns formulários e documentos, paga uma taxa e pronto: recebe, a princípio, um protocolo – e posteriormente uma inscrição oficial garantindo seus direitos sobre a obra. Também é possível registrar o roteiro internacionalmente, através do Writers Guild of America...

 
     
 
 
     
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