Estabelecer uma linguagem que todos os profissionais (ou, ao menos, os da própria equipe) possam compreender facilmente, de modo a executarem a tarefa correta quando determinada informação lhes for passada, é um procedimento que evita muitas dores de cabeça, seja dentro de um estúdio de vídeo ou no curso de uma reportagem de rua.
A escala de planos é um conjunto de enquadramentos pré-definidos que procura estabelecer uma linguagem coerente entre os profissionais da área de vídeo. Tem, como referência, as proporções do corpo humano – e suas denominações podem variar consideravelmente.
Uma pequena reunião antes de uma transmissão para estabelecer esta linguagem padrão faz a diferença em um set de gravação. Infelizmente, nem sempre tal recomendação é seguida, o que acarreta em muitos mal-entendidos no meio audiovisual, principalmente em transmissões ao vivo de TV.
PLANO GERAL (PG)
Este plano engloba todo o corpo humano, além de uma área considerável acima da cabeça (chamada de “teto”) e outra, um pouco menor, logo abaixo dos pés (chamada de “chão”).
Neste enquadramento, o ambiente tem tanto (ou mais) valor dramático que o objeto principal (no caso, uma pessoa), o que credencia o plano geral para imagens mais descritivas e com clara função de localizar onde ocorre (ou ocorrerá) a ação.
Em um Plano Geral harmônico, deve-se evitar “apoiar” os pés da pessoa na borda inferior do quadro. Este equívoco provoca a nítida sensação, no espectador, de que a pessoa está “andando” na beirada do monitor. Da mesma forma, deixar a borda superior tocar a cabeça do personagem enquadrado causa uma sensação de claustrofobia; é como se a pessoa fosse sufocada (ou esmagada) pela tela.
Também são comuns planos bem mais abertos. No “Grande Plano Geral”, a pessoa tem pouquíssima importância em relação ao ambiente que a circunda.
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