EDIÇÃO 122

Sempre “antenada” com o mundo da videoprodução, Zoom Magazine traz seções que versam sobre vários temas deste segmento. Um exemplo é Panorâmica, que explica a famosa “escala de planos”, que procura instituir uma linguagem coesa para os profissionais da área. Lançar mão desse procedimento pode fazer toda diferença no resultado final do produto. Por Trás da Cena revela os bastidores do primeiro longa-metragem do roteirista Paulo Halm, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos.

 
 
DESTAQUE - 6
 
     
 

PLANOS DE AÇÃO

 
     
 
Por Ricardo Bruini
 
     
 
A escala de planos estabelece uma linguagem coerente entre os profissionais de vídeo. E faz uma diferença e tanto, seja em uma reportagem ou no set de filmagem
 
     

 

Estabelecer uma linguagem que todos os profissionais (ou, ao menos, os da própria equipe) possam compreender facilmente, de modo a executarem a tarefa correta quando determinada informação lhes for passada, é um procedimento que evita muitas dores de cabeça, seja dentro de um estúdio de vídeo ou no curso de uma reportagem de rua.
A escala de planos é um conjunto de enquadramentos pré-definidos que procura estabelecer uma linguagem coerente entre os profissionais da área de vídeo. Tem, como referência, as proporções do corpo humano – e suas denominações podem variar consideravelmente.
Uma pequena reunião antes de uma transmissão para estabelecer esta linguagem padrão faz a diferença em um set de gravação. Infelizmente, nem sempre tal recomendação é seguida, o que acarreta em muitos mal-entendidos no meio audiovisual, principalmente em transmissões ao vivo de TV.

PLANO GERAL (PG)
Este plano engloba todo o corpo humano, além de uma área considerável acima da cabeça (chamada de “teto”) e outra, um pouco menor, logo abaixo dos pés (chamada de “chão”).
Neste enquadramento, o ambiente tem tanto (ou mais) valor dramático que o objeto principal (no caso, uma pessoa), o que credencia o plano geral para imagens mais descritivas e com clara função de localizar onde ocorre (ou ocorrerá) a ação.
Em um Plano Geral harmônico, deve-se evitar “apoiar” os pés da pessoa na borda inferior do quadro. Este equívoco provoca a nítida sensação, no espectador, de que a pessoa está “andando” na beirada do monitor. Da mesma forma, deixar a borda superior tocar a cabeça do personagem enquadrado causa uma sensação de claustrofobia; é como se a pessoa fosse sufocada (ou esmagada) pela tela.
Também são comuns planos bem mais abertos. No “Grande Plano Geral”, a pessoa tem pouquíssima importância em relação ao ambiente que a circunda.

 
     
 
 
     
  Leia a matéria completa em Zoom Magazine 122.  
     
     
     
 
     
 
 
CRAZY TURKEY EDITORA - DIREITOS RESERVADOS - 2007 - DESIGN FRC COMUNICAÇÃO E DESIGN