EDIÇÃO 126

Houve época em que cursar cinema no Brasil era “coisa de louco”. Pode parecer ficção para quem é mais novo – mas as condições do segmento eram precárias há alguns anos (assim como os canais de distribuição). Felizmente, o “enquadramento” se abriu: é verdade que nem tudo é perfeito, mas – nesses tempos de retomada e supercâmeras fáceis de operar – ninguém mais questiona que a carreira de realizador se tornou possível por aqui. Seja exibindo um longa em grande circuito, seja mostrando seus curtas em festivais ou em blogs descolados que se tornam “vitrines” para o seu talento.

 
 
DESTAQUE - 5
 
     
 

NO COMPASSO DA EVOLUÇÃO

 
     
 
Por Ricardo Bruini
Fotos TV Globo / Márcio de Souza
 
 
Com o aprimoramento do vídeo HD, as câmeras passaram a demandar uma
óptica à altura desses equipamentos
 
     

 

As antigas câmeras de vídeo SD costumavam utilizar objetivas não muito precisas e fabricadas com materiais pouco nobres, mas que ofereciam qualidade suficiente para as utilizações mais corriqueiras. Mesmo com o advento de tecnologias de vídeo digital SD, a qualidade das objetivas pouco melhorou e suas limitações não traziam “graves” problemas ao material captado.
Atualmente, com a crescente evolução tecnológica do vídeo HD, as novas câmeras precisam de uma óptica à sua altura. Muitas vezes essas objetivas custam tanto quanto (ou não raro) mais que as próprias camcorders high definition em que são utilizadas.

FABRICAÇÃO ESPECIAL
Cada vez mais os fabricantes de objetivas para vídeo (especialmente os tradicionais Canon e Fujinon) se empenham em manufaturar equipamentos que permitam oferecer nitidez às imagens captadas em HD e menor grau de perda de luminosidade, além de substancial diminuição nas aberrações ópticas e cromáticas. No entanto, esbarram em algumas questões, não só tecnológicas, mas, principalmente, econômicas. As objetivas do tipo zoom fabricadas especialmente para câmeras de vídeo HD broadcast foram desenvolvidas para serem práticas e relativamente baratas, o que significa que não devem custar mais que as próprias câmeras para as quais foram fabricadas.

O problema de objetivas mais baratas é que os materiais de que são feitas as lentes têm pouca qualidade e tendem a gerar aberrações ópticas (distorções e perda de foco em determinadas partes da imagem) e cromáticas (diferenças no foco das diferentes cores e “invasão” de determinadas cores em outras). Outra questão é a pouca luminosidade, pois objetivas baratas tendem a ser um, dois e até três Fstop mais escuras que as equivalentes mais caras. Possuem, também, menor precisão nos ajustes (foco, íris, zoom etc.). É comum notarmos, particularmente no ajuste de foco, aquilo que chamamos de “uma lente que respira muito”, ou seja: ao se ajustar o foco, percebemos uma ligeira alteração na distância focal da objetiva – isto, devido à pouca precisão dos mecanismos internos...
 
     
 
 
     
  Leia a matéria completa em Zoom Magazine 126.  
     
     
     
 
     
 
 
CRAZY TURKEY EDITORA - DIREITOS RESERVADOS - 2007 - DESIGN FRC COMUNICAÇÃO E DESIGN