Na edição anterior fizemos um paralelo entre os procedimentos e condições de trabalho dos “antigos” profissionais do vídeo e as novas atribuições que cada função terá dentro de um set de gravação nesta fase do “vídeo digital HD”. A convergência de tecnologias tem tornado a distância entre vídeo e cinema muito pequena, a ponto de, em vários momentos, não ser mais possível distinguir um do outro – e estes, da fotografia.
Antes de abordarmos as novas profissões que surgem (e outras que ainda virão), analisemos as mudanças drásticas que as profissões clássicas estão sofrendo. Afinal, hoje, todos os profissionais envolvidos no processo de captação digital precisam ter conhecimentos amplos, que vão desde a precisa óptica do cinema até conhecimentos avançados de informática, passando pela intimidade com a complexa eletrônica existente nas câmeras de vídeo (ou mesmo, nas de fotografia).
Talvez o operador de câmera (juntamente com os assistentes de câmera) seja o profissional que mais tenha que se adaptar!
DO CINEMA PARA O VÍDEO...
Um operador de câmera acostumado com cinema convencional (e todos os procedimentos relacionados, como exposição baseada na fotometria, range de tons baseados na paleta oferecida pela emulsão, enorme latitude de exposição, técnicas de manuseio mecânico etc.) terá enormes dificuldades ao se deparar com a complexa eletrônica das câmeras atuais (mesmo as mais baratas!), sem contar o domínio de informática, hoje, essencial.
Para este profissional acostumado a confiar na fotometria (direta ou refletida), expor uma cena torna-se bastante difícil, uma vez que as tecnologias HD (mesmo as mais avançadas) não possuem a enorme latitude de exposição da película. Resultado: qualquer erro de fotometria ou de ajuste de diafragma (que antes “passava batido”) agora poderá colocar a perder todo o material captado... |