“O vento sabe que volto à casa” foi o grande vencedor da 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. O voto popular escolheu “Não respire – Contém Amianto”

No dia 14 de junho ocorreu a premiação da 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. O grande vencedor da noite foi o documentário chileno “O vento sabe que volto à casa”. Dirigido por José Luís Torres Leiva, ele retrata o racismo entre a população indígena e os mestiços descendentes de colonos na ilha de Chiloé, no Chile.  Além do troféu Ecofalante, o filme foi premiado com R$ 15 mil. O júri que definiu o vencedor foi composto pela cineasta Regina Jeha, a jornalista Maria Zulmira de Souza e pelo também cineasta Jorge Bodanzky.

Já o público decidiu que o melhor filme foi “Não respire – Contém Amianto”. Dirigido por André Campos, Carlos Juliano Barros e Caue Angeli. O documentário, nacional, investiga como a indústria brasileira do amianto consegue, por meio de doações para campanha, financiamento de pesquisas acadêmicas e campanhas de marketing, vender a ideia de que a crisotila não é cancerígena, fato que destoa da decisão da OMS e da escolha de proibição em 70 países.

Além dessas premiações, o filme “Damiana Kryygi” do diretor argentino Alejandro Moujan recebeu um troféu de Prêmio Especial do Jurí. O documentário brasileiro “Substantivo Feminino”, dirigido por Daniela Sallet e Juan Zapata também recebeu um troféu, mas de menção honrosa. Na parte dos curtas, o vencedor como o melhor da categoria ficou com o brasileiro “Osiba Kangamuke -Vamos lá Criançada”, dirigido por Haja Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini, além do troféu o curta ganhou a R$ 5 mill.

Veja Também