ENTREVISTA COM RAFAEL KENT

Conhecido como o “guru” dos videoclipes, Rafael Kent é autor de produções caprichadas que tiveram milhões de visualizações na Internet

Por Eduardo Torelli

Fotos Adilson Marques

O portfolio de Kent comprova que ele não é um realizador acadêmico: ao contrário, é o tipo de diretor que se sente mais à vontade criando no set, uma vez que a ideia central do projeto esteja bem definida em sua cabeça. E seu estilo costuma agradar a outros artistas, que, nas produções dirigidas por ele, se soltam e encontram espaço para excitar a própria criatividade. Um bom exemplo é a série Studio 62, cujos episódios são gravados na casa de Kent, com um mínimo de cenografia. Ali, nomes consagrados da música, como Seu Jorge e Marcelo D2, demonstraram seu talento em um clima de total informalidade. O público, tanto quanto os artistas, responde bem às ideias de Kent, cujos trabalhos têm mais de 200 milhões de visualizações na Internet.

        Neste bate-papo com a reportagem de Zoom Magazine, o filmmaker e fotógrafo recorda sua trajetória de sucesso e apresenta sua visão do mercado e da arte à qual se dedica.

COMO PROFISSIONAL, VOCÊ ASCENDEU NA VIRADA DO BROADCAST PARA A ERA DAS DSLR. TAMBÉM É UM AUTODIDATA, QUE CAVOU O PRÓPRIO ESPAÇO NESTE SEGMENTO. COMO VÊ O MERCADO NESSE MOMENTO?

Sim. Sou fruto dessa nova tecnologia, nem tão nova assim, e ela me permitiu ter uma carreira “fora da curva”. Acho que tudo nessa vida é “timing” e tive sorte de entrar em cena no momento da virada do Broadcast para as DSLR. Naquele contexto, a qualidade do meu trabalho chamou a atenção das pessoas e o reconhecimento que obtive me motivou a crescer, a evoluir… Porém, há outro lado em tudo isso: a inclusão digital é ótima por ser democrática, mas sua contrapartida é que a maior facilidade em produzir atraiu muitos aventureiros para a área. Há muita gente ruim no mercado, que só está nessa pelo dinheiro.

COMO PROFISSIONAL, VOCÊ ASCENDEU NA VIRADA DO BROADCAST PARA A ERA DAS DSLR. TAMBÉM É UM AUTODIDATA, QUE CAVOU O PRÓPRIO ESPAÇO NESTE SEGMENTO. COMO VÊ O MERCADO NESSE MOMENTO?

Sim. Sou fruto dessa nova tecnologia, nem tão nova assim, e ela me permitiu ter uma carreira “fora da curva”. Acho que tudo nessa vida é “timing” e tive sorte de entrar em cena no momento da virada do Broadcast para as DSLR. Naquele contexto, a qualidade do meu trabalho chamou a atenção das pessoas e o reconhecimento que obtive me motivou a crescer, a evoluir… Porém, há outro lado em tudo isso: a inclusão digital é ótima por ser democrática, mas sua contrapartida é que a maior facilidade em produzir atraiu muitos aventureiros para a área. Há muita gente ruim no mercado, que só está nessa pelo dinheiro.

VOCÊ SEMPRE FOI APAIXONADO POR IMAGENS?

Isso tem muito a ver com o modo pelo qual você enxerga o mundo – o seu ponto de vista. Nunca imaginei que fosse fazer isso em minha vida. E olhe que fiz muitas outras coisas na vida – minha mãe tinha medo que eu jamais desse certo em nada, pois fazia de tudo um pouco e nunca terminava nada (risos). Então, entrei na faculdade para fazer um curso de Turismo, percebi que não gostava daquilo e mudei de caminho: fui estudar Design Gráfico (a princípio, só porque era fácil ingressar no curso).

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