“GERAÇÃO Z” – O PÚBLICO DA VEZ

Para se comunicar com a “Geração Z” é preciso, antes, entendê-la

Texto: Greta Paz
Imagens: Divulgação

Você pode até achar que não é para a “Geração Z” que produz os seus conteúdos… Porém, entender o comportamento dos jovens é definitivo para alinhar uma estratégia de produção efetiva. Não dá mais para “fazer por fazer”, quando a cobrança é relevância e resultado. É preciso se focar totalmente em compreender o seu público, para ser mais assertivo.

A Geração Z é parte de um cenário cheio de desafios e constantemente consome as informações de uma realidade pautada por volatilidade, recessão, dilemas ambientais e até terrorismo (a todo tempo e de forma cada vez mais rápida). Por isso se preocupa com o futuro e é socialmente mais responsável que a Geração Y. Indivíduos dessa geração querem ser saudáveis e construir uma carreira sólida, que, dê preferência, impacte a sociedade de maneira positiva.

São jovens conhecidos como “nativos digitais” e que estão sempre conectados de forma global e virtual. E quando se diz “sempre”, é sempre mesmo! Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, 79% dos jovens apresentam sintomas de estresse quando são mantidos afastados de seus objetos eletrônicos. Eles são completamente dependentes da tecnologia, estão acostumados a consumir de forma imediata e precisam sentir que estão informados o tempo todo.

“Necessidade” de informação
Esta ansiedade (e “necessidade”) por informação abre um universo de possibilidades para produtores de conteúdos. Hoje, são consumidas, em média, dez horas de conteúdo por dia. E a Geração Z é uma das maiores responsáveis por isso. Para preencher a demanda, é preciso produzir muito material. E já existem veículos, marcas e criadores que entenderam essa lógica e que estão aproveitando esse cenário.

Só que é preciso atentar a um detalhe que, talvez, seja fundamental: essa galera não quer “ler” – alegam não terem tempo para isso. Já se mostrou que 73% dos jovens não querem mais saber nem de híbridos entre texto e imagem, estilo Buzzfeed: preferem notícias e conteúdos em vídeos. Não é à toa que o YouTube é o canal mais buscado para informação, principalmente, por meio dos smartphones. O canal divulgou o dado de que o consumo de vídeo móvel cresce 100% a cada ano e a ComScore atestou que o usuário médio de Internet gasta, em media, mais de 16 minutos com anúncios em vídeo online todos os meses.

Em busca de diálogo
Assim como aumenta o interesse em consumir, cresce a vontade de produzir. Hoje, qualquer pessoa com conhecimento técnico em vídeo (ou não) consegue criar e manter um canal. São mais de 400 horas de vídeo enviadas por minuto só no YouTube, por exemplo. Sem falar em Snapchat, Instagram e Periscope, entre outros.

Esse público não gosta do mundo de “contos de fadas”, com moral da história. Quer um conteúdo que reflita o mundo real. A Geração Z precisa sentir-se parte do movimento, gerando relacionamentos próximos com quem produz conteúdo. Os jovens querem estabelecer diálogo com todo mundo: marcas e criadores.

Além disso, os heróis deles são outros: pessoas inovadoras e com problemas reais. Por isso, muitos dos mais influentes jovens brasileiros têm vlogs. E quem ganha essa audiência? Ora – quem possui um conteúdo autêntico em mãos, com um olho no analytics e outro na estratégia. Entender o comportamento da Geração Z é fundamental para conquistar o público. E não basta “só” ter um conteúdo bonito e bem produzido para vencer a saturação do mercado online: é preciso levar o mundo real para o virtual e criar conteúdos relevantes, que gerem reflexões, mais do que polêmicas.

Veja Também