Zoom Magazine acompanhou a pré-estreia exclusiva do novo longa da Warner Bros e DC Comics

Texto: Paulo Fabris
Imagens: Divulgação

Muito aguardado pelos fãs de quadrinhos, o longa ‘Batman Vs Superman: A Origem da Justiça’ irá estrear amanhã, dia 24 de março, mas a Zoom Magazine foi convidada para assistir a uma pré-estreia exclusiva para a imprensa realizada em São Paulo.

O filme que irá dar início ao universo compartilhado, uma forte tendência dos filmes de ação e aventura atuais, da editora norte-americana DC Comics, é digirido por Zack Snyder e estrelado por Henry Cavill, retornando ao papel de Superman/Clark Kent. Outros atores de destaque como Ben Affleck (Batman/Bruce Wayne), e a atriz israelense Gal Gadot, (Mulher-Maravilha /Diana Prince) reforçam a narrativa.

No filme, apesar de ter salvado Metrópolis e toda a Terra em ‘O Homem de Aço’, a humanidade desconfia das intenções do herói alienígena, o Superman. Mas ninguém está mais receoso das habilidades extraordinárias que o milionário Bruce Wayne, que presenciou toda a destruição causada pela luta de Superman e o general kryptoniano Zod (Michael Shannon).

Enquanto isso, o empresário Lex Luthor (Jesse Eisenberg) busca uma forma de se apoderar de um misterioso minério recentemente descoberto pelo Governo dos Estados Unidos, para usá-lo contra o filho de Krypton. Mas o vigilante de Gotham, Batman, tem seus próprios planos para este artefato.

Uma situação que colocará frente a frente os dois maiores gladiadores do mundo, atrairá uma ameaça ainda mais devastadora à humanidade e uma improvável aliada, a princesa das Amazonas, a Mulher-Maravilha.

Épico demais
O tom do filme busca mostrar o quão épico será o encontro dos dois maiores heróis do universo da DC Comics. Toda a trama é permeada por momentos dramáticos – sejam eles em cenas onde o Superman salva as pessoas e é reverenciado como um Deus, pela eterna angústia do Cavaleiro das Trevas e as lembranças das tragédias pessoais, ou o sonho que mostra o que aconteceria se o Homem de Aço resolvesse dominar a Terra.

Estes momentos são costurados pela aparição da misteriosa mulher que se faz presente em várias ocasiões sociais de alto luxo ou pelas maquinações de um Lex Luthor nervoso, afetado e megalomaníaco (que parece muito mais voltado para a atual Geração Y do que o vigarista interpretado por Gene Hackman nos filmes dos anos 70).

Contudo, o exagero no drama, uso de captações lentas e a tentativa de mostrar que os heróis são “deuses entre os homens” deixam o filme plano. Se tudo é épico e dramático, então nada se destaca. Nada se torna realmente especial.

Mesmo a luta que dá título ao filme, Batman contra Superman, fica “menor” quando se pensa que ela poderia ter sido resolvida com uma simples conversa – já que a bem elaborada trama coloca os personagens frente a frente e envolve uma simples situação de resgate de refém. Algo que, para ambos os heróis, é uma ação rotineira.

O grande adversário que une os heróis para a batalha final também é absurdo. O Apocalipse (inimigo que matou o Superman nas HQs dos anos 90) é enorme, com poderes descomunais, e lança energia descontroladamente para todos os lados causando uma imensa destruição por onde passa. Novamente, um exagero, mas um exagero diferente do exibido no longa ‘Homem de Aço’, também dirigido por Zack Snyder.

No filme de 2013, onde o combate dos personagens destruía um prédio e essa destruição causava efeitos colaterais, que eram mostradas na forma de pessoas correndo, soterradas ou lutando para sobreviver, neste novo longa a destruição é tão generalizada que não há para onde escapar. É como uma bomba atômica lançada no meio da cidade.

O único momento em que realmente algo “a mais” ocorre é quando os outros heróis surgem na tela. O filme que prepara o terreno para um futuro longa da ‘Liga da Justiça’ introduz os personagens Flash (Erza Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Cyborg (Ray Fisher). Todos apresentados em forma de vídeos de segurança.

Além deste, a aparição da Mulher-Maravilha fez o público do cinema vibrar. Ela surge na hora exata e mostrou seus poderes e habilidades na dose certa, sendo uma introdução satisfatória da personagem ao mundo do live-action, lugar de onde estava ausente desde os anos 70, quando era interpretada por Linda Carter.

Um show de referências
O longa também presta diversas homenagens a várias histórias clássicas dos quadrinhos e outras mídias, mas em especial a HQ “O Cavaleiro das Trevas” de Frank Miller. Desde a armadura do Batman, usada no confronto com o Superman, ao local, as armadilhas criadas pelo homem-morcego e as falas, tudo está ali para fazer os fãs mais atentos “caçarem easter eggs”.

Além dos quadrinhos, a luta de Batman contra uma série de criminosos em um galpão traz para as telas todos os elementos do combate da série de games “Arkham”, da Rockstead. Com o uso do arpéu para pendurar bandidos de cabeça para baixo, múltiplos oponentes atacando ao mesmo tempo e golpes duros que deixam o meliante desacordado no chão.

Um bom começo
No final das contas, ‘Batman Vs Superman: A Origem da Justiça’ cumpre bem sua função de unir os personagens para, no futuro, criar um longa maior que será a ‘Liga da Justiça’.

O filme traz uma história bem amarrada e coloca os personagens para um combate bem coreografado. As atuações dos estreantes Ben Affleck e Gal Gadot convencem os leitores de HQ, apresentando um Batman bem mais próximo dos quadrinhos do que a última encarnação do personagem, interpretado por Christian Bale. Gadot mostra uma Diana nobre e uma Mulher-Maravilha que olha para o perigo e avança com um sorriso no rosto.

É um filme para um público bem específico: os nerds que amam as histórias em quadrinhos. Os fãs de HQ sairão da sessão de cinema vibrando pelo encontro da Tríade da DC e, para aqueles que apenas gostam de um filme de ação e aventura, ou do gênero ‘super-heróis’, também ficarão satisfeitos.

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