Linha tênue

Com arte, dança e mistério, ‘Pendular’ leva a linguagem teatral para as telonas

Texto: Karina Fascina
Imagens: Divulgação

É na mistura entre a arte, a dança e a intimidade que o filme ‘Pendular’ ganha vida. Produzido pela cineasta Julia Murat, o longa foi filmado no último mês de dezembro em um galpão industrial, no Rio de Janeiro – cenário em que acontece toda a trama.

Em ‘Pendular’, uma fita laranja colada no chão do galpão separa o ambiente em duas partes iguais: à direita um atelier de escultura e à esquerda um espaço de ensaio de dança.  Além disso, há um núcleo doméstico onde mora o casal protagonista da história.

Em um primeiro momento, há uma boa convivência entre os dois personagens: ‘Ele’, escultor e ‘Ela’, dançarina. Com o tempo, ‘Ele’ passa a invadir, com suas esculturas, o espaço reservado a ‘Ela’. Em contrapartida, ‘Ela’ vai, aos poucos, invadindo o espaço dele, utilizando-se das esculturas nas coreografias. Em uma destas incursões, ‘Ela’ nota um cabo de aço preso a uma viga que sai pela janela do galpão. Do lado de fora do atelier, o cabo se estende até um poste telefônico, onde se une a outro, o que parece traçar um caminho pela cidade. ‘Ela’ passa a investigar essa escultura, chamada “Projeto Linha”, até descobrir que o cabo termina em um hospício, onde ‘Ele’, um dia, fora internado.

É nesse contexto que os personagens se perdem entre seus projetos artísticos, o passado e a sua relação amorosa. O filme opta pela utilização de uma linguagem teatral, além de concentrar a história em apenas um espaço – o galpão.

O longa será distribuído pela Vitrine Filmes, mas ainda não tem data de lançamento.

Veja Também

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here