NAB SHOW – EM DIA COM A EVOLUÇÃO!

Mais uma vez, NAB Show exibiu inovações e as últimas tendências para o setor broadcast

Texto: Redação
Imagens: Divulgação

Sem dúvida, a NAB Show é o maior evento de mídia eletrônica do mundo. Este ano, a feira aconteceu entre 18 a 21 de abril, no Las Vegas Convention Center, em Las Vegas (EUA). E, como é de praxe, a NAB Show cobriu diversas áreas do segmento, que envolve desde desenvolvimento, gerenciamento e entrega de conteúdo até soluções que transcendem a radiodifusão tradicional. Assim, grandes marcas mostraram, durante quadro dias, as muitas inovações que chegam ao mercado. E a evolução tecnológica foi, sem dúvida, a grande protagonista de conferências e seminários realizados. Ainda, adaptar a narrativa tradicional para o consumo atual de conteúdo e novos métodos de monetização foi outro ponto relevante na NAB Show 2016.

Nesta edição, os resultados do evento chamaram a atenção, com mais 103 mil participantes e quase 1.800 empresas mostrando suas novidades em tecnologia de rádio, televisão e cinema, produção e pós-produção de filmes/vídeos, novas mídias, Internet, streaming, banda larga, serviços sem fio, via satélite e telecomunicações. Com todo esse aparato, a NAB Show vem colaborando para que o mercado e as emissoras aproveitem todas as oportunidades da era digital. Os avanços nas tecnologias estão promovendo oportunidades de se encontrar formas melhores e mais inovadoras de fornecer conteúdos e serviços de alta qualidade. Confira algumas tendências importantes para o futuro da indústria broadcast.

Incrementando a narrativa tradicional
Drones, 4 e 8k, HDR, iluminação de campo, câmeras Lytro, RV ou streaming de áudio e vídeo ao vivo e YouTube dominaram os corredores da NAB Show. Estas são algumas das novas tecnologias que estão invadindo a indústria broadcast para oferecer uma experiência cada vez mais realista. Quais seriam os novos desafios desses avanços tecnológicos para as empresas de radiodifusão? Especialistas apontaram várias possibilidades para fazer um bom uso de todos esses macetes. Primeiramente, é indispensável continuar a descobrir as possibilidades técnicas oferecidas pelos novos meios. A seguir, é interessante fazer uma adaptação, além de complementar a narrativa tradicional a eles sem mudar “tudo” completamente. Ainda, é preciso entender para qual novo meio deve-se criar um conteúdo específico. A indústria está em uma fase de descobertas do ambiente tecnológico e de novas formas de contar histórias. 

Novos meios
O consumo de conteúdo audiovisual sofreu uma reviravolta nos últimos anos. Agora, a realidade remete os usuários a um ambiente de multiscreen, em que programas “personalizados” de consumo e eventos (“onde”, “quando” e “como” eu quero) vêm influenciando o trabalho diário da indústria e a criação de conteúdo (alguns já são gerados especificamente para determinados dispositivos). Quais tecnologias podem desempenhar um papel fundamental nesse ambiente? Sem dúvida, a nuvem é uma das soluções pertinentes a essas plataformas. Outro ponto, é a publicação de conteúdo e sua adaptação aos requisitos de largura de banda para transmissão de conteúdo e a redução dos custos de produção.

Consumo de conteúdo
Este novo ecossistema multiscreen tornou-se um dos grandes desafios a ser vencido pelo tradicional modelo de negócio da indústria broadcast. É possível definir os limites dos conteúdos e audiência? Nesse contexto, a busca de novos métodos de capitalização de conteúdo parece altamente necessária – e uma das propostas apresentadas na NAB 2016 foi a análise de dados. Os usuários de plataformas digitais são cada vez mais instigados a darem informações pessoais em troca de conteúdos e estes devem ser tratados não só para extrair tendências de consumo, mas, também, para novas formas especificas de monetização para cada canal.

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