SELFIE SEM PRECONCEITOS – CONFIRA DICAS!

Bom-senso e “juízo” são essenciais para quem é obcecado por autorretratos. Lembre-se: nenhuma foto vale a sua vida!

Texto: Ricardo Bruini
Imagens: Divulgação

Nada de biquinho, por favor!
Tenha em mente que ninguém quer ver uma enxurrada de imagens da mesma pessoa fazendo biquinho para a câmera. Uma ou outra foto nesse estilo até é aceitável, mas tenha outras opções de enquadramento que ressaltem o local onde você está ou o que está fazendo naquele momento. Nada de duck face (“cara de pato”) o tempo todo! O mesmo vale para fotos em frente ao espelho, que dificilmente agradam depois de duas ou três vezes. Pior ainda se vierem acompanhadas da tal “cara de pato”!

Com bastão ou sem?
Um fator limitante para grande parte dos autorretratos é o comprimento do braço. Afinal, além de ser incômodo, dificilmente conseguimos nos enquadrar além da linha dos ombros. Além disso, grupos com mais de duas pessoas passam a não caber de maneira satisfatória no enquadramento. Sem contar que a câmera próxima ao braço esticado acaba por gerar uma deformação nada agradável nesse membro.

Para sanar esses problemas, foi criado o “bastão de selfie”, que nada mais é do que um bastão telescópico que permite a fixação de um celular qualquer (ou de uma micro câmera do tipo GoPro) em sua ponta. Por meio de um simples cabo de conexão pode-se dar o comando (ou, no caso de modelos mais simples, sem o cabo de sincronia, utilizar a opção de foto com “timer” do celular).

Apesar das facilidades, os bastões de selfie já trouxeram muitos problemas e causaram controvérsias. Alguns usuários já os utilizaram como armas em brigas de torcida de futebol. Outros sofreram eletrocussão ao esbarrarem em fios de alta tensão. E ainda há aqueles que insistem em utilizá-los em locais nada adequados, como restaurantes ou no transporte público.

Outros também já causaram acidentes ao colocarem o equipamento para fora de janelas de veículos em movimento. A falta de responsabilidade fez com que o bastão fosse proibido em muitos lugares, como estádios de futebol e museus. Portanto, se for utilizar um bastão, tenha bom senso e não incomode ninguém!

O “selfeiro” chato
Celebridades, artistas, atletas e demais “famosos” têm reclamado do assédio sem limites de fãs e “selfeiros profissionais” (aqueles que fazem de tudo para obter uma selfie com alguém famoso, mesmo que não tenham a menor idéia de quem é a pessoa!), alegando que muitos são demasiado intrusivos e até violentos. Alguns chegam a exigir uma selfie ao lado de seus ídolos, não importando o local, o horário, a ocasião ou a disponibilidade do famoso em questão.

Antes, as celebridades tinham que lidar apenas com uma caneta e um pedaço de papel para o velho autógrafo; hoje, são obrigados a fazer pose, abraçar e sorrir (como se fossem melhores amigos de infância) dezenas de vezes ao lado de desconhecidos em cada ambiente que entram. Alguns famosos se queixam de não poderem sequer saborear uma refeição em um restaurante, levar um filho ao hospital ou ir ao banheiro sem serem importunados. Então, se você se comporta dessa maneira, fica a dica: isso não é legal! Ninguém suporta um “selfeiro” sem noção e mal-educado!

Vida efêmera
Talvez a pior característica da selfie seja o seu tempo de vida efêmero. Em algumas semanas, poucos se lembrarão das inúmeras selfies que visualizam todos os dias. É bem provável que nem o próprio autor se lembre de autorretratos que fez há alguns meses. Portanto, não leve suas selfies muito a sério: provavelmente nem você se lembrará delas no futuro.

Perigo à vista!
A mania de fazer selfies começa a se tornar um hábito de altíssimo risco. Motivo: a falta de bom senso dos retratados. Quem já não se arriscou ou deixou de prestar atenção ao seu redor para conseguir uma selfie de um momento especial? Pois bem, muitos extrapolam os limites de segurança e sabe-se que, a cada ano, o número de vítimas (fatais ou com traumas graves) tem crescido de maneira assustadora.

De pessoas que escalam o topo de antenas de prédios a outras que se arriscam diante de animais selvagens, ou se penduram na beira de penhascos, muitos são os casos que acabaram mal por imprudência e excesso de confiança.

Olhar para a tela do celular enquanto se faz um autorretrato revelou-se um ato que causa uma forte sensação de desconexão com a realidade. A tela do celular funciona como uma espécie de “escudo”, atrás do qual as pessoas se sentem falsamente protegidas do mundo real. E, quando se perde o senso de realidade (ou ainda, quando se busca a todo custo a aprovação e os “likes” nas redes sociais), muitos arriscam a própria vida ou as vidas de terceiros.

Mais pessoas morreram no ano passado tentando fazer uma selfie do que atacadas por tubarão. E esses números tendem a crescer mais. Os casos de ferimentos leves e graves são ainda mais numerosos (e difíceis de serem contabilizados).

Se dirigir, não faça selfies!
Um exemplo clássico são as selfies feitas ao volante enquanto se dirige um veículo (ou o ato de postar uma foto nas redes sociais enquanto se dirige). E o que dizer das pessoas que atravessam ruas ou descem escadas rolantes fazendo e publicando selfies?

Não importa o motivo ou a ocasião: uma simples foto (que certamente cairá no esquecimento em poucas semanas) não vale a sua vida!

De fato, a selfie é um hábito que se popularizou e que, nos últimos anos, devido às redes sociais, tornou-se quase inevitável. Na próxima edição, veremos mais algumas dicas de como se captar um bom autorretrato (com bom gosto e segurança). Até lá… Mãos à câmera! Ou melhor: ao celular!

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