Glamour em foco

Uma entrevista com o fotógrafo Stephen Lovekin, que contribui para a excelência do acervo de imagens da Shutterstock com o seu trabalho nas passarelas e tapetes vermelhos

A primeira segunda-feira de maio é marcada pelo Met Gala, aguardado baile de gala beneficente do Metropolitan Museum que arrecada fundos para o Costume Institute, o departamento de moda do museu – único do Met que tem que se financiar por conta própria.

Conhecido por alguns como o “Oscar da moda” e até “um caixa eletrônico para o Metropolitan Museum”, o evento conta com Anna Wintour, chefe da Vogue Magazine americana, no cargo de presidente desde 1999. Desde então, a editora de moda tem sido peça-chave na transformação de um evento filantrópico em festa com visibilidade mundial e uma das maiores reuniões de celebridades do mundo todo, não só da moda, mas também do cinema, política e negócios.

O fotógrafo da Shutterstock, Stephen Lovekin, especialista em eventos de passarela e tapete vermelho, cobrirá o Met Gala 2017, e nos concedeu uma entrevista sobre como é a atuação de um fotógrafo dessa área.

O QUE O FEZ TOMAR A DECISÃO DE SEGUIR NESSA ÁREA DE EDITORIAIS E FOTOGRAFIA DE MODA?
Eu me iniciei na fotografia apenas por hobby. Nos anos 1990, trabalhava como artista cênico na MTV com designers, o que acabou sendo minha primeira exposição real com o lado criativo de uma empresa. Eu tirava fotos dos cenários em que trabalhava e, com o tempo, tive a oportunidade de conhecer as pessoas certas que me ajudaram a migrar para uma outra direção. Em 2015, me juntei à Shutterstock, após duas décadas cobrindo eventos editoriais como o Met Gala. Queria continuar participando e cobrindo eventos com os quais me habituara a trabalhar, mas também desejava contribuir na transformação do futuro de um negócio. A Shutterstock se estabeleceu como mais do que uma provedora de imagens, e sabia que tinha o que era preciso para auxiliá-los a adentrar 100% na fotografia editorial.

O QUE É MAIS INTERESSANTE FOTOGRAFAR, EM SUA OPINIÃO: EVENTOS DE PASSARELA E FASHION WEEKS OU “RED CARPETS” E CERIMÔNIAS DE PREMIAÇÃO?

Eventos de passarela são bastante diferentes de tapetes vermelhos, no sentido de que são mais curtos em tempo, além de não ser necessário gritar constantemente para atrair a atenção de alguém para uma foto. Uma desvantagem desses eventos, porém, é que tudo parece ser ensaiado e previsível. Isto definitivamente torna o trabalho um pouco mais fácil, pois é possível saber exatamente o que você irá conseguir. Mas também torna a coisa menos empolgante, já que somente preparamos a lente e disparamos. Em um evento como o Met Gala, por sua vez, é impossível ter uma ideia exata do que vai acontecer, o que abre espaço para improvisos e para encontrar um momento espontâneo. Fico constantemente à procura tanto das fotos padrão quanto das fotos inesperadas, nas quais quero capturar tudo em questão de segundos. Por exigir mais raciocínio e planejamento, é preciso carregar e segurar mais equipamentos nos eventos de tapete vermelho, o que faz com que haja um maior esforço físico para obter uma seleção mais ampla de imagens.

Quer saber mais? Confira a matéria e entrevista completas na edição 196 da Zoom Magazine, disponível na semana que vem!