Grandes nomes da fotografia mundial retratados em exposição no Rio de Janeiro

Exposição inédita, com fotos do chinês Zhong Weixing chega ao Brasil em maio, no Museu Histórico Nacional

O fotógrafo chinês Zhong Weixing, especialista em capturar paisagens e detalhes de viagens, traz para o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, um projeto focado em outro cenário: os maiores nomes da fotografia contemporânea mundial. A exposição “Face a a face com grandes fotógrafos” estreia no dia 11 de maio, com curadoria de Jean-Luc Monterosso e Milton Guran, e conta com retratos feitos em estúdios de nomes brasileiros como Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco e Vik Muniz, além de referências internacionais como Robert Frank, Bernard Plossu, Duane Michals, William Klein, entre outros.

A ideia é capturar a personalidade da pessoa por trás das lentes. Depois de mergulhar intensamente na obra do autor ou autora que tem diante de si, Zhong nos oferece uma visão plural e uma interpretação bastante pessoal do retratado, como fragmentos da obra destes autores.

A inspiração de Zhong Weixing para a realização deste projeto vem do ano de 1851, de uma séria criada pelo caricaturista francês Félix Nadar, que planejou fazer um retrato das celebridades de seu tempo, em quatro pranchas litográficas. Somente uma ficou pronta, na qual retratava mais de 250 escritores e jornalistas, e que entrou para a história como o Panteão Nadar.

Fotógrafos retratados na exposição

  • Alain Fleischer, francês, vive e trabalha na França. Fresnoy, 2016.
  • Alberto Garcia Alix, espanhol, vive e trabalha na Espanha. Paris, 2016.
  • Andres Serrano, norte-americano, vive e trabalha nos Estados Unidos. Paris, 2016.
  • Arno Rafael Minkkinen, finlandês, vive e trabalha nos Estados Unidos. Paris, 2017.
  • Bernard Faucon, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Bernard Plossu, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Bruno Barbey, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Christine Spengler, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • Cristina De Middel, espanhola, vive e trabalha no México e no Brasil. Paris, 2016.
  • Daido Moriyama, japonês, vive e trabalha em Tóquio. Tóquio, 2016.
  • Duane Michals, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
  • Elliott Erwitt, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
  • Gianni Berengo Gardin, italiano, vive e trabalha em Milão. Milão, 2016.
  • Harry Gruyaert, belga, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Jean-Pierre Laffont, francês, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
  • Joan Fontcuberta, espanhol, vive e trabalha em Barcelona. Paris, 2017.
  • JR, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Klavdij Sluban, esloveno, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Martin D’Orgeval, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • Martin Parr, inglês, vive e trabalha na Inglaterra. Paris, 2016.
  • Martine Barrat, francesa, vive e trabalha em Nova York. Paris, 2016.
  • Miguel Rio Branco, brasileiro, vive e trabalha no Brasil. Paris, 2016.
  • Neal Slavin, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
  • Nobuyoshi Araki, japonês, vive e trabalha em Tóquio. Tóquio, 2016.
  • Orlan, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Patrick Zackmann, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2017.
  • Pierre et Gille, franceses, vivem e trabalham em Paris. Paris, 2017.
  • Ralph Gibson, norte-americano, vive e trabalha em Nova York. Paris, 2016.
  • Robert Frank, suíço, vive e trabalha em Nova York. Nova York, 2016.
  • Sabine Weiss, suíça, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • Sebastião Salgado, brasileiro, vive e trabalha em Paris. Paris, 2015.
  • Valérie Belin, francesa, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • Vik Muniz, brasileiro, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Paris, 2016.
  • Vincent Perez, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • William Klein, norte-americano, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.
  • Yann Arthus-Bertrand, francês, vive e trabalha em Paris. Paris, 2016.

Abaixo um texto assinado pelos curadores da exposição:

Um panteão de fotógrafos

Em 1851, o caricaturista francês Félix Nadar, antes de fazer fama como fotógrafo, se propôs a desenhar o retrato das celebridades do seu tempo e apresentar o conjunto em quatro pranchas litográficas em formato de panorâmica. Destas, apenas a primeira foi efetivamente publicada, em 1854, reunindo mais de 250 escritores e jornalistas. Assim nascia o chamado Panteão Nadar.

É nessa linha de ação que se inscreve o trabalho de Zhong Weixing. Em 2015, ele começou a fotografar, de forma sistemática, os maiores fotógrafos da cena contemporânea. Renovar o gênero do retrato, eis o desafio que Zhong se propôs.

Trabalhando em estúdio, ele utiliza quase sempre um fundo negro e luz difusa. Instalado diante do seu modelo, realiza uma série fotos através das quais tenta, não exatamente revelar a pessoa por trás da personagem, mas sobretudo o fotógrafo por trás da pessoa. Seus retratos surgem como se fossem, eles mesmos, fragmentos da obra desses autores. A participação ativa dos retratados, que propicia um diálogo construtivo entre os dois fotógrafos, ao invés de uma confrontação, caracteriza o que poderíamos chamar de simbiose criativa de Zhong Weixing.

O conjunto dessas imagens se constitui, portanto, em um painel excepcional da fotografia contemporânea. Um panteão sem dúvida mas, sobretudo, uma homenagem vibrante a todos aqueles que fazem da fotografia uma arte maior do nosso tempo.

Serviço:                                                                                                                         

Exposição “Face a Face com Grandes Fotógrados, do fotógrafo Zhong Weixing

Datas: 11 de maio a 16 de julho de 2017.

Local: Museu Histórico Nacional

Endereço: Praça Marechal Âncora, s/n – Centro – Rio de Janeiro

Telefone: (21) 3299-0324                      

Horário de Funcionamento: Terça a sexta, das 10h às 17h30. Sábado,
 domingo e feriados, de 13h às 17h

Entrada: R$ 10,00 – grátis aos domingos.