Documentário faz um tour pelas áreas contaminadas por petróleo na região da Amazônia equatoriana

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Ganhador do Prêmio SescTV no IV Pirenópolis Doc 2018, Festival de Documentário Brasileiro, o curta-metragem Toxitour (SP, 2017, 25 min.), dirigido por Raoni Maddalena, percorre áreas contaminadas por petróleo na região Amazônica equatoriana e revela piscinas de dejetos escondidas debaixo da selva. Além disso, expõe o quanto afetados por isso estão o solo, os rios e as pessoas e animais que vivem ali. Inédito no SescTV, o filmes será exibido no dia 29/8, quinta, às 22h (Assista também em sesctv.org.br/aovivo).

Na cidade de Neuva Loja, que possui cerca de 35 mil habitantes, o guia local Donald Moncayo inicia um “toxitour”, nome dado ao passeio por um estudante em visita ao local e adotado pelo guia. O turismo explora o Lago Agrio, região rica em petróleo, que fica no estado de Sucumbios – Equador.  Medindo 480 mil hectares, a área abriga mais de 800 piscinas de resíduos contaminantes.

Moncayo apresenta algumas piscinas construídas sem nenhum revestimento pela petroleira Texaco, nas décadas de 1960 e 1970, para receber a água de formação (produzida naturalmente junto com o petróleo nos poros das rochas), que, de acordo com ele, são altamente tóxicas por conterem metais pesados.

Uma das piscinas mostradas por Moncayo é a Aguarico 4. “Este poço foi perfurado pela Texaco em 1974 e abandonado em 1984”, informa o guia, que chama a atenção para a boca do “ladrão” que há não só naquela piscina, mas em todas construídas na época. Ele explica que os tubos têm a função de escoar a água para evitar que o petróleo transborde quando chove muito. “Esses canos ficavam direcionados 100% para os rios”, afirma.

Com o meio ambiente sendo contaminado de 1964 a 1992, na região da Amazônia equatoriana, pelas lamas toxicas das piscinas, muitos animais morreram e as pessoas começaram a ter doenças como câncer e problemas de pele e de estômago. Os equatorianos, representados pela União dos Afetadatos, acusam a empresa Texaco, hoje assumida pela Chevron, de ser responsável por esse dano e corre na justiça uma disputa judicial que já dura mais de 20 anos.