Mulheres atrás das câmeras: cineastas que moldaram nosso audiovisual

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Mulheres no cinema
Mulheres atrás das câmeras

Livro “Mulheres atrás das câmeras” celebra a obra das realizadoras brasileiras ao longo de quase 100 anos de produção: das pioneiras aos dias de hoje

Mulheres no cinema: eis um tema ainda cercado de barreiras. Uma boa forma de superá-la vem através da cultura e de livros comoMulheres atrás das câmeras: as cineastas brasileiras de 1930 a 2018, lançado nesta semana. Editado em parceria com a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), Mulheres atrás das câmeras é fruto de uma inquietação perante as poucas informações disponíveis sobre a história do cinema brasileiro feito por mulheres.

Os 27 textos estruturam esta produção por meio de ensaios com recortes temáticos ou focados em figuras de destaque. Vamos desde o pioneirismo de Cléo de Verberena (a primeira realizadora mulher), Carmen Santos (produtora, atriz, criadora de estúdios) e Gilda Abreu (roteirista e diretora do sucesso O ébrio [1946]), até diretoras em atividade como Anna Muylaert e Suzana Amaral.

Dificuldades impostas às mulheres

A edição também inclui filmografias das realizadoras perfiladas e o “Pequeno dicionário das cineastas brasileiras” com mais de 250 verbetes. O prefácio salienta as dificuldades impostas às mulheres (e, em particular, mulheres negras) para ascender à qualidade de diretoras na indústria cinematográfica.

Nos artigos, acompanhamos a jornada das artistas que diversificaram o cinema brasileiro e o histórico de suas contribuições, passando também pelas principais questões temáticas, técnicas e estéticas de suas obras.

Sobre as organizadoras

Luiza Lusvarghi

Jornalista, pesquisadora de cinema e audiovisual e professora. Autora de Cinema nacional e World Cinema (2010), O crime como gênero na ficção audiovisual da América Latina (2018), assina o blog Femme Fatale. É vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Cinema da Intercom, integrante do Coletivo Elviras de Críticas de Cinema e foi diretora da Abraccine entre 2015 e 2019.

Camila Vieira da Silva

Jornalista, crítica e curadora de cinema. Integrou a curadoria de curtas da Mostra de Cinema de Tiradentes, em 2018 e 2019. Participa do podcast Feito por Elas, com ênfase em filmes dirigidos por mulheres. Escreve atualmente nas revistas eletrônicas Sobrecinema e Multiplot. É integrante da Abraccine e da Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine).

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