SHAKESPEARE: INFLUENCIANDO GERAÇÕES

Mostra de cinema, com 16 filmes, apresentará influência de William Shakespeare em produções para a sétima arte

William Shakespeare, é considerado por muitos críticos o maior escritor de todos os tempos. Durante a sua vida, o britânico escreveu diversas obras que influenciaram e ainda influenciam diversos artistas. A mostra Reinventando Shakespeare, que acontecerá entre os dias 5 e 17 de setembro na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, apresenta exatamente como essa influência acontece.

A mostra conta com 16 filmes na programação, que de alguma maneira estabelecem novos diálogos com as peças shakespearianas. Em vez de apresentar adaptações fiéis aos textos, desprovidas de maior ousadia, a mostra contempla releituras provocadoras, que expandem o universo de Shakespeare ao mesmo tempo em que atestam sua eterna relevância na história da arte.

“Acreditamos que o contínuo diálogo estabelecido entre o universo shakespeariano e o cinema evidencia seu caráter altamente original. Há várias formas de esse diálogo ser empreendido. O nosso interesse não foi priorizar nenhuma em específico, mas sim o compromisso com a invenção”, destaca Fábio Feldman, um dos curadores.

“Os filmes que selecionamos de certa forma são uma ‘traição’ a Shakespeare a fim de homenageá-lo e salientar o que o torna fundamental para o cânone cultural do Ocidente até hoje: a dimensão visionária, iconoclasta e reveladora de suas criações.”, completa Marcelo Miranda, outro curador.

Entre os destaques encontram-se clássicos do cinema como Ran (1985), de Akira Kurosawa; e Othello (1951) de Orson Welles, além de filmes menos conhecidos do grande público, como o impressionante Rei Lear (1971), de Peter Brook; e A Herança (1970), do brasileiro Ozualdo Candeias. A seleção inclui, ainda, obras como Inimigos pelo Destino (1987), de Abel Ferrara; Macbeth (1971), de Roman Polanski; e o pouco visto Ophelia (1963), de Claude Chabrol.

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