CINEASTA BRASILEIRO GANHA PRÊMIO DA ANISTIA INTERNACIONAL NO FESTIVAL DE BERLIM

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Foto: ( Juan Sarmiento / Divulgação)

Karim Aïnouz foi premiado pelo documentário: Aeroporto Central (Zentralflughafen THF)

Na última semana, o diretor e cineasta brasileiro Karim Aïnouz , foi o grande vencedor do  Amnesty International Film Prize, que é o maior prêmio da Anistia Internacional. A premiação foi devido ao documentário: Aeroporto Central (Zentralflughafen THF), considerado pelo júri o filme que melhor aborda questões de direitos humanos entre todos os apresentados nas mostras: Competition, Panorama, Forum e Generation, durante o 68º Festival de Berlim.

Além da premiação, o filme foi muito elogiado pela crítica. Segundo a revista Variety, o cineasta acertou nas medidas. “Karim Aïnouz consegue o equilíbrio perfeito entre pessoas e o local escolhido como cenário em Aeroporto Central (Zentralflughafen THF), um documentário de observação raro que reconhece a beleza das formas espaciais sem esquecer os indivíduos que habitam esses vazios”, elogiou o veículo.

Já para o Critique Film, da França, o documentário mostra as variações do ser humano.  “O filme é prova de que a condição humana é digna de ser abordada em todas as suas facetas (…). Este documentário atende elegante e discretamente a difícil tarefa de ser um testemunho compreensivo do desarmamento mudo daqueles que deixaram o perdão, sem forçar a linha de tristeza e piedade”, exemplificou o veículo.

Aeroporto Central (Zentralflughafen THF), tem como pano de fundo o antigo aeroporto de Tempelhof, na capital da Alemanha, uma das construções mais emblemáticas do regime nazista, que há dez anos, foi desativada para voos mas até hoje permanece como um ponto de chegadas e partidas: enquanto o seu entorno se transformou em área de lazer para os berlinenses, em seu interior encontram-se abrigadas cerca de 3.000 pessoas à espera de asilo na Alemanha, oriundas da recente onda migratória que assolou o Oriente Médio.

No documentário, Aïnouz acompanha a vida dentro dos hangares e no parque do aeroporto seguindo o jovem sírio, Ibrahim Al-Hussein, de 18 anos. O garoto morou no local durante um ano, até saber se seria beneficiado com a permissão de residência no país ou acabaria deportado. Através do olhar de Ibrahim e suas descobertas, o filme remete Berlim de volta a uma surpreendente tensão entre crise e utopia, entre a necessidade de partir e o desejo de ficar.

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