ÉPICO NORDESTINO

Dirigido por Breno Silveira (de 2 Filhos de Francisco e Gonzaga – De Pai pra Filho) e estrelado por Marjorie Estiano e Nanda Costa, Entre Irmãs leva para as telas o universo do Cangaço

Por Eduardo Torelli Fotos Divulgação

O diretor Breno Silveira já deixou sua marca na cinematografia do país: um dos grandes nomes da Retomada, ele encantou o público e a crítica com histórias bem brasileiras, mas contadas de uma forma universal e com um invejável equilíbrio entre o lúdico e o real.  Seu mais novo longa é outra obra-prima destinada a conquistar o apreço do público e o respeito da crítica: no longa-metragem Entre Irmãs, acompanhamos as trajetórias de duas mulheres separadas pelo destino e que, cada qual à sua maneira, enfrentam o machismo reinante no Brasil nos anos 1930.

Em entrevista à Zoom, o cineasta afirma que a vontade de realizar um filme sobre o universo do cangaço o acompanhava desde que ele dirigiu Gonzaga – De Pai pra Filho. Inicialmente, a ideia era rodar um longa sobre Lampião, só que a partir da óptica de Maria Bonita. Mas uma extensa pesquisa mostrou ao diretor que o material bibliográfico disponível sobre esses personagens era escasso, o que dificultaria a elaboração de um roteiro com a devida fundamentação histórica (mesmo que o objetivo fosse realizar um filme de ficção). Foi quando Breno descobriu a obra “A Costureira e o Cangaceiro”, de Frances de Pontes Peebles, que forneceu o enredo para Entre Irmãs.

 

OBRA-PRIMA

“O romance é uma obra-prima, além de ser muito brasileiro”, diz o cineasta. “A adaptação foi feita por mim e por Patrícia Andrade, que roteirizou todos os meus filmes. Entre Irmãs é a maior produção que dirigi. Eu brinco dizendo que é o E o Vento Levou do Nordeste.”

        As filmagens foram uma aventura à parte e mobilizaram uma equipe de 150 pessoas. Confira o making of do longa-metragem, aqui.

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