Fotografia: um mercado à prova de crise!

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Mercado de fotografia

Para o fotógrafo e palestrante Rodolfo Santos, o mercado de fotografia segue em alta nestes tempos de grandes inovações tecnológicas

Os smartphones e os filtros de imagem transformaram boa parte da população mundial em fotógrafos amadores. Mas será que a mera tecnologia é suficiente para obter fotos criativas e marcantes? Segundo o fotógrafo e palestrante Rodolfo Santos, é importante ressaltar que a tecnologia veio como um facilitador, mas não tornou a figura do fotógrafo dispensável. Enfim, o mercado de fotografia segue em alta e à prova de crise:

“Há uma diferença entre obter uma imagem e uma fotografia”, afirma o profissional. “A tecnologia alterou muitos processos na obtenção de imagens, mas não alterou a essência da fotografia. O fotógrafo é aquele que tem a sensibilidade para captar os momentos com uma visão artística, quase poética, extraindo o melhor não apenas dos equipamentos, da luz e afins, mas, principalmente, das pessoas e paisagens retratadas. É transmitir e eternizar sua visão da nossa realidade. Uma imagem pode ser qualquer coisa, uma foto tirada por engano do chão. Já a fotografia tem um conceito, um estudo, um profissional preparado e que dedica a vida para aquele ofício, obtendo assim um resultado final especial”.

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Rodolfo Santos, fotógrafo e palestrante

        Ele, porém, reconhece que a tecnologia tornou essa prática muito mais acessível. “Equipamentos com câmaras fotográficas cada vez mais sofisticadas, alteraram a forma como as pessoas compartilham suas imagens e se relacionam com a fotografia”, prossegue Rodolfo. “A fotografia digital tomou o lugar dos processos físico-químicos da revelação e da fixação da fotografia, que era realizado em uma complexa associação de condições ambientais e de iluminação a produtos químicos. Hoje, ter uma fotografia digital é simples, instantâneo e barato”.

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        O especialista ainda afirma que a área de fotografia de casamentos é um setor em alta no momento, quando o país registra uma média de três mil casamentos por dia e o alto nível dos trabalhos não se restringe às grandes cidades. “Isso é resultado da internet, da quantidade de eventos e de uma mudança alinhada com a nova fase das redes sociais”, analisa Rodolfo. “Os casais querem um serviço recomendado, de alto nível e que faça jus à data mais importante de suas vidas. Por isso este mercado não para de crescer”. 

        Em uma reflexão sobre o cenário que se apresenta em vista dos avanços da tecnologia, o profissional também se diz otimista com a progressão do setor. “A fotografia abrange todas as áreas das nossas vidas, porque permite registrar e arquivar fatos e momentos”, conclui. “A verdade é que esta é utilizada massivamente na ciência, justiça, comunicação social e outras áreas sérias da sociedade. Logo, vai muito além de um lazer. Por isso o mercado de fotografia não enfrenta crise. Apesar de todos poderem, teoricamente, ter acesso a boas câmeras em seus celulares e até mesmo equipamentos profissionais, faz toda a diferença o profissional que está por trás das lentes, e as pessoas sabem disto”.

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