“EX-PAJÉ” BRILHA EM FESTIVAL DE BERLIM E APOIA MANIFESTO INDÍGENA

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Foto: (Divulgação)

O documentário aborda a intolerância contra os povos indígenas

No último mês, o filme: “Ex-Pajé”, documentário escrito e dirigido por Luiz Bolognesi, brilhou e foi exibido no Festival de Berlim, como parte da mostra Panorama. Na sessão, ainda foi divulgado um Manifesto de Povos e Lideranças Indígenas do Brasil, propondo um país mais tolerante e criticando o etnocídio.

Assinado por 28 lideranças e 15 organizações indígenas, um dos trechos do manifesto afirma: “Hoje atravessamos muitas crises, ecológicas, econômicas e políticas. A nossa frágil democracia foi atacada e os territórios indígenas estão sendo invadidos e saqueados. Junto com o ferro e fogo, vem a conversão racista. Trocam as rezas pela bíblia e as medicinas por aspirinas. Epidemias de depressão provocam os maiores índices de suicídio do mundo manchando de sangue as lindas florestas do Brasil”.

O diretor do filme ressalta a importância da obra ter sido mostrada em um festival tão importante de cinema. “Num momento em que as casas de reza indígenas estão sendo queimadas e os pajés demonizados pela violência evangélica, ter o filme “Ex-Pajé” estreando em Berlim, significa levar as vozes dos espíritos da floresta ao mundo afora através do cinema”, explica.

O longa mostra o drama contemporâneo dos povos indígenas a partir da história de Perpera, um índio Paiter Suruí que viveu até os 20 anos num grupo isolado na floresta onde se tornou pajé. Após o contato com os brancos, um pastor evangélico afirma que os atos e saberes do líder são coisas do Diabo, e Perpera passa a viver um conflito interno. Apesar de se dizer evangélico e se definir como ex-pajé, continua tendo visões dos espíritos da floresta.

Vale lembrar ainda que, além da exibição, o filme foi premiado no Festival, como: Menção especial do júri na categoria documentário.

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