FESTIVAL ASSIM VIVEMOS PASSARÁ POR SÃO PAULO

O Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência, acontecerá entre os dias 20 de setembro e 1º de outubro, na capital paulista, no Centro Cultural do Banco do Brasil

Um violinista que perdeu a visão e encontrou novas maneiras de continuar a fazer sua arte. Um atleta que tem paralisia cerebral e com seu triciclo já foi bicampeão do Mundo, da Europa e nove vezes campeão da Espanha. Um cego que pratica esportes, lê muito, assiste filmes e tem o sonho de ser escultor. Esses são alguns dos personagens retratados nos filmes participantes da oitava edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência – que acontecerá entre o dia 20 de setembro e 1º de outubro no Centro Cultural do Banco do Brasil, Em São Paulo.

Integram a programação do festival 32 filmes de 19 países. Inéditos, os documentários trazem histórias protagonizadas por pessoas com diversas deficiências como síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, atrofia muscular espinhal, deficiência física, visual, auditiva e intelectual. Além de produções brasileiras, foram selecionados trabalhos de outros 18 países.

O festival, que passou pelo Rio de Janeiro e irá passar por Brasília, antes de chegar a São Paulo, irá premiar o filme mais votado do público nas três cidades, e mais cinco destaques dados pelo Júri, que este ano é composto pela cantora, compositora, bailarina e atriz com deficiência visual, Sara Bentes; pela coreógrafa e bailarina do Grupo Pulsar, Teresa Taquechel, e Wilson Marx, poeta e consultor sobre o tema do autismo.

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes Sobre Deficiência

Os curadores Lara Pozzobon e Gustavo Acioli acreditam que o evento cumpre duas funções: “ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre aspectos fundamentais da vida em sociedade e do autoconhecimento, também nos faz refletir sobre o nosso país, por meio da comparação com as mais diversas culturas e sociedades representadas na nossa seleção. Tal comparação é sempre reveladora, principalmente quando descobrimos que somos mais avançados no que pensávamos que éramos atrasados, e mais atrasados no que pensávamos que éramos avançados”.

Realizado a cada dois anos, o festival se mantém como o principal evento que celebra a inclusão cultural no Brasil. Comprometido com a promoção de acessibilidade para todos os públicos, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para pessoas com deficiência visual, legendas LSE nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates para as pessoas com deficiência auditiva. Os portadores de deficiência física também contam com garantia de acessibilidade, uma vez que o Centro Cultural Banco do Brasil tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.

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